ISAU - INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS AUTOMATIZADOS

Bem vindo a página da unidade curricular de ISAU - Integração de Sistemas Automatizados!


Nessa unidade curricular vamos trabalhar tecnologias de conexão de dispositivos e aquisição de dados em sistemas automatizados. 


Introdução 

Conceitos de redes, transmissão de dados, meios físicos, topologias e arquiteturas de redes. 


A Evolução da Automação Industrial e o Surgimento das Redes Industriais

A automação industrial percorreu um longo caminho desde seus primórdios, passando por sistemas pneumáticos e elétricos até as soluções digitais modernas. As redes industriais surgem como um marco fundamental nessa trajetória, conectando máquinas, dispositivos e sistemas em um ambiente industrial integrado e inteligente.

A quarta revolução industrial

A espinha dorsal da Indústria 4.0

As redes industriais se tornaram a espinha dorsal da Indústria 4.0, a Quarta Revolução Industrial, que se caracteriza pela convergência da tecnologia digital com o mundo físico. Elas possibilitam a coleta e o compartilhamento de dados em tempo real, permitindo:

  • Maior produtividade: otimização de processos, redução de gargalos e aumento da capacidade de produção;
  • Flexibilidade aprimorada: adaptação rápida a mudanças de mercado e demandas do cliente;
  • Qualidade superior: monitoramento e controle precisos dos processos, resultando em produtos com menos defeitos;
  • Segurança aprimorada: identificação e prevenção de falhas antes que causem problemas maiores;
  • Tomada de decisões mais inteligentes: análise de dados para identificar oportunidades de melhoria e otimizar o desempenho geral da operação industrial.

Introdução as redes Industriais

Introdução Em um sistema de automação sempre encontramos elementos sensores, controladores e, atuadores e na maioria das vezes, interfaces homem máquina ou mesmo sistemas de supervisão para facilitar a comunicação entre o operador e o sistema. A comunicação entre esses elementos é essencial para o alcance do objetivo final do processo. Chamamos de redes de comunicação industriais os diversos protocolos que viabilizam essa comunicação. Um sistema de automação pode alcançar diversos níveis dentro de uma empresa então para facilitar a implementação das redes industriais dividimos esses sistemas em camadas. 



Protocolos de comunicação

Protocolos de comunicação Estabelece as regras de como o processo de comunicação deve ocorrer para viabilizar de forma organizada a comunicação entre diferentes computadores de uma rede. Os protocolos definem tipos de cabos de ligação, comprimentos dos cabos, tipos de conectores, métodos de acesso ao meio, tamanho de pacotes de informação, encaminhamento, detecção e correção de erros, retransmissões, compatibilidade entre sistemas, etc. Existem diversos protocolos, cada um deles mais ou menos adequado, dependendo das características da rede de comunicação. Vários protocolos trabalham em conjunto. 



Modelo OSI/ISO e suas Camadas

O Modelo OSI/ISO (Open Systems Interconnection/International Organization for Standardization) serve como uma estrutura de referência padronizada para compreender a comunicação em redes, inclusive em redes industriais. Ele divide a comunicação em sete camadas abstratas, cada uma com funções e responsabilidades específicas. Saiba mais!


Topologia de redes Industriais

Está relacionado a como os dispositivos de uma rede estão conectados fisicamente entre si.

Topologias

Ethernet - Primordial para a conexão industrial

Atividade - Vamos configurar a nossa primeira rede ethernet. Abra o arquivo e realize o tutorial 

Rede ethernet CLP, inversor , computador e celulares!


Modbus TCP - Um protocolo muito utilizado!


Introdução

  • O que é Modbus?
    • Protocolo de comunicação serial simples e aberto, amplamente utilizado em sistemas de automação industrial.
    • Permite a comunicação entre dispositivos eletrônicos, como controladores lógicos programáveis (CLPs), sensores e atuadores.
    • Funciona em uma arquitetura mestre-escravo.
  • Evolução para Modbus TCP
    • Modbus TCP é uma adaptação do Modbus serial para a rede Ethernet.
    • Oferece maior velocidade, distância de comunicação e flexibilidade.
    • Utiliza o protocolo de transporte TCP/IP, garantindo a confiabilidade da comunicação.

Características Principais

  • Arquitetura mestre-escravo
    • Um dispositivo mestre inicia as comunicações e envia requisições aos dispositivos escravos.
    • Os escravos respondem às requisições do mestre com os dados solicitados.
  • Funções
    • Leitura de registros: O mestre solicita o valor de um registro específico do escravo.
    • Escrita de registros: O mestre envia um novo valor para um registro específico do escravo.
    • Leitura de bits: O mestre solicita o estado de um bit específico do escravo.
    • Escrita de bits: O mestre define o estado de um bit específico do escravo.

Vantagens do Modbus TCP

  • Simplicidade: Fácil de implementar e configurar.
  • Abertura: Padrão aberto, sem custos de licenciamento.
  • Amplamente utilizado: Suportado por diversos fabricantes de equipamentos industriais.
  • Alta velocidade: Maior velocidade de comunicação em comparação com o Modbus serial.
  • Longa distância: Permite comunicação em redes Ethernet, cobrindo grandes distâncias.

Troca de Mensagens

  • Processo de comunicação:
    1. O mestre envia uma requisição ao escravo, especificando a função, endereço e outros parâmetros.
    2. O escravo processa a requisição e monta a resposta.
    3. O escravo envia a resposta ao mestre, contendo os dados solicitados ou um código de erro.
  • Exemplo prático:
    • Um CLP (mestre) solicita a temperatura de um sensor (escravo).
    • O sensor envia a temperatura atual para o CLP.

Número de Dispositivos em uma Rede Modbus

  • Não há limite teórico: O número de dispositivos em uma rede Modbus TCP depende da capacidade da rede Ethernet e dos recursos dos dispositivos.
  • Fatores limitantes:
    • Largura de banda da rede.
    • Potência de processamento dos dispositivos.
    • Tráfego de rede.
  • Recomendações:
    • Dimensionar a rede de acordo com as necessidades da aplicação.
    • Evitar sobrecarregar a rede com um número excessivo de dispositivos

        Funções Básicas do Modbus 

O protocolo Modbus oferece uma série de funções para interagir com os dispositivos escravos. As funções básicas mais utilizadas são:

1. Leitura de Bits de Entrada Discreta (Function Code 01)

  • Objetivo: Ler o estado de um conjunto de bits de entrada discreta em um dispositivo escravo.
  • Exemplo: Verificar se um botão foi pressionado. O mestre envia uma mensagem para o escravo solicitando o estado do bit correspondente ao botão. O escravo retorna o estado do bit (ligado ou desligado) para o mestre.

2. Leitura de Registros de Retenção (Function Code 03)

  • Objetivo: Ler o valor de um conjunto de registros de retenção (holding registers) em um dispositivo escravo.
  • Exemplo: Ler a temperatura atual de um sensor. O mestre envia uma mensagem para o escravo solicitando o valor do registro que armazena a temperatura. O escravo retorna o valor da temperatura para o mestre.

3. Escrita de um Único Bit de Saída Discreta (Function Code 05)

  • Objetivo: Escrever um novo valor em um bit de saída discreta em um dispositivo escravo.
  • Exemplo: Acionar uma válvula. O mestre envia uma mensagem para o escravo com o novo valor para o bit correspondente à válvula (ligado ou desligado). O escravo escreve esse valor no bit e aciona ou desliga a válvula.

4. Escrita de Múltiplos Registros de Retenção (Function Code 16)

  • Objetivo: Escrever um novo valor em um conjunto de registros de retenção em um dispositivo escravo.
  • Exemplo: Ajustar a velocidade de um motor. O mestre envia uma mensagem para o escravo com o novo valor de velocidade desejado. O escravo escreve esse valor no registro correspondente e ajusta a velocidade do motor.

5. Escrita de um Único Registro de Retenção (Function Code 06)

  • Objetivo: Escrever um novo valor em um único registro de retenção em um dispositivo escravo.
  • Exemplo: Configurar um ponto de ajuste para um controlador PID. O mestre envia uma mensagem para o escravo com o novo valor do ponto de ajuste. O escravo escreve esse valor no registro correspondente e ajusta o controlador.

Tabela Resumindo as Funções Básicas:

Código da FunçãoDescrição
01Leitura de bits de entrada discreta
03Leitura de registros de retenção (holding)
05Escrita de um único bit de saída discreta
06Escrita de um único registro de retenção
16Escrita de múltiplos registros de retenção



Portas em Redes Industriais: Um Guia Completo

O que são portas em uma rede Ethernet?

Imagine a sua casa com várias portas de entrada. Cada porta leva a um cômodo diferente, certo? Na rede Ethernet, as portas funcionam de forma similar. Elas são como endereços específicos dentro de um computador que permitem que diferentes aplicativos e serviços se comuniquem entre si e com outros dispositivos na rede.

A porta 502: A porta do Modbus TCP

A porta 502 é como a porta de entrada específica para o protocolo Modbus TCP. Quando um dispositivo quer se comunicar usando o protocolo Modbus TCP, ele direciona a comunicação para a porta 502 do dispositivo de destino. É como se você estivesse batendo à porta certa para falar com a pessoa que você deseja.

Por que as portas são importantes em redes industriais?

  • Organização: As portas ajudam a organizar o tráfego de rede, permitindo que múltiplos protocolos industriais rodem no mesmo dispositivo sem interferir uns nos outros.
  • Segurança: Configurar firewalls para permitir ou bloquear o tráfego em portas específicas é uma forma comum de proteger redes industriais contra acessos não autorizados.
  • Identificação de serviços: Ao saber a porta que um serviço industrial está usando, você pode identificar facilmente qual protocolo está sendo utilizado e qual dispositivo está se comunicando.

Exemplos de portas utilizadas em redes industriais:

Protocolo IndustrialPorta ComumDescrição
Modbus TCP502Protocolo de comunicação serial amplamente utilizado em sistemas de automação industrial.
OPC UA4840Protocolo de comunicação industrial orientado a serviços, utilizado para interoperabilidade entre diferentes sistemas.
EtherNet/IP2222Protocolo de comunicação industrial da família CIP, utilizado em redes de controle industrial.
Profinet102Protocolo de comunicação industrial da família PROFINET, utilizado em redes de automação industrial.
S7 Communication102Protocolo de comunicação da família Siemens S7, utilizado em sistemas de automação industrial da Siemens.


Configurando o CLP da Altus como Master Modbus para controlar o inversor!


TUTORIAL: Configurando o CLP para controlar o Inversor


PROJETO COM DOIS INVERSORES

Projeto comunicando um CLP como master de rede MODBUS coletando informações e controlando dois inversores CFW300 via modbus TCP. 



👉Backup do projeto para abrir no Mastertool👈


Ethernet IP uma rede de alta velocidade!

Informações sobre essa rede!

EthernetIP


Vamos incluir em nosso projeto um módulo de rede Ethernet IP!





Vamos colocar agora uma Smart ligth IO-LINK





Sistemas supervisórios!

Vamos iniciar o estudo dos sistemas de supervisão. Esses sistemas são muito importantes na indústria. Cabe ao mecatrônico saber integrar esses sistemas para coleta e apresentação de dados. 

Vamos juntos montar um sistema supervisório de um sistema de abastecimento de água e soda cáustica de uma máquina lavadora de garrafas. 



Vamos utilizar como base um programa de CLP padrão, faça o download desse programa clicando no link abaixo. 



É importante entender o contexto da tarefa pois algumas situações serão simuladas. Abaixo o link para ter acesso a tarefa. 



Os elementos que vamos usar nesse projeto estarão ligados em rede. Abaixo apresento a topologia. 


Observe que temos um microcontrolador na topologia (Arduino UNO), mais a frente vamos aprender como integra-lo a esse projeto. Esse microcontrolador será responsável em captar o sinal dos sensores do projeto. 

Vamos utilizar o software AVEVA Edge em nosso projeto. Essa ferramenta permite criar sistemas de supervisão. Para saber mais sobre esses sistemas acesse o link abaixo. 



Gráficos e relatórios.

São ferramentas muito importantes em um sistema de supervisão. Para aprender a usar essa ferramenta você deverá seguir os tutoriais dos links abaixo. Faça primeiro a tela de gráficos e depois construa a tela de relatórios teste o seu sistema conectando-se ao CLP!






Para o tutorial do relatório inicie na figura 1, depois siga os passos até a figura 25.



Arquivos para download do SQL Server



TAREFA - INTEGRAR ROBÔ COM CLP ALTUS














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